
“O Brasil, com um território tão vasto, precisa de muito mais gente para ocupá-lo e explorá-lo”. Victor Civita (1907–1990) dizia que isso seria possível se o país tivesse uma população sadia, preparada politicamente e capaz de produzir a níveis adequados, e não como ocorre a níveis muito próximos da subsistência.
Saúde não é apenas a ausência de doenças, mas um estado completo de vigor, capacidade produtiva, bem-estar físico e mental. Para serem perfeitamente saudáveis, os homens precisam de boa alimentação, higiene, habitação, educação e uma série de outros bens e costumes que lhes permitam sobreviver e progredir individual e socialmente.
A saúde de um povo está diretamente ligada, portanto, ao seu grau de desenvolvimento. Inclusive, no Brasil, deve haver conscientização desse fato. O estado geral da saúde dos brasileiros reflete ainda o grau de nosso desenvolvimento, e em grande parte, as doenças ou formas de agressões mais graves e frequentes que ameaçam a saúde, são resultado da relação entre as populações humanas e o meio ambiente.
O problema da saúde no Brasil está relacionado com a excessiva mobilidade e pobreza nutricional, gerada pelas tentativas mal organizadas do desenvolvimento econômico que é o principal fator dos desajustes sociais.
O baixo nível sanitário de nosso país pode demonstrar-se pela taxa de mortalidade infantil muito elevada. Não havendo condições básicas de higiene, a saúde facilmente fica comprometida. Em nosso país, poucos são servidos por água potável e esgoto sanitário.
O Brasil apresenta um grande déficit médico; cerca de um para cada mil habitantes, e a sua distribuição é desproporcional, já que a maioria vive nas capitais dos estados, e há municípios que não contam com nenhum.
O aspecto mais grave da saúde de nosso país é o das endemias, já que o Brasil não possui infraestrutura hospitalar ou médica para atender o ataque avassalador de certas epidemias.
Não é nenhuma novidade afirmar que a população brasileira está totalmente carente na área da saúde; assim como na educacional, cultural e outras. O Brasil está muito atrasado, não tem uma política de saúde satisfatória e dá pouca importância às pesquisas. Obviamente, a solução para esses problemas é um maior investimento – em todos os sentidos – na área. Para começar o trabalho, no entanto, o governo deveria investir e valorizar mais os profissionais de medicina. Mas, valorizar esses profissionais significa um custo muito alto. É aí que entram as pesquisas. Um profissional não pode se aperfeiçoar se não tiver uma retaguarda.
E viva o Brasil! Tim-Tim, saúde!

