
A luta é constante
na busca
do melhor dos melhores,
e em resumo se faz a vida.
A realidade é o sonho
que se transforma
sem solução,
sem significado.
O homem se perde a cada dia,
sem piedade,
sem razão...
O consumo gasta energia
a máquina se movimenta
e o progresso se consome.
Ah! Que saudade!
Das noites frias de inverno
do Vale do Paraíba
em que ia na volta
e voltava na ida.
Dos urubus a voarem
sobre as telhas paulistas,
da pequena grande casa
onde escrevia poemas
que não os contei ainda.
Do bate-papo aberto
do violão
do Festival da Manifestação
do Divino
do menino
do Rosário
da procissão
saudade da população.
Quem sou eu
senão a saudade de um tempo
procurando voltar
ao passado presente;
e sinto então,
que é preciso rever-te
toda aberta
toda azul
toda nua de pensamento
e quando chegar suspirarei:
Ah! São Luiz! A quanto tempo!
São Luiz promessa
São Luiz de ontem
de hoje, de agora
São Luiz do Paraitinga
de sempre.

