Sentado na sacada

de uma nuvem branca

vê-se um tapete de concreto,

nele, caminha o homem e a mulher.

Suas almas residem

como flechas vivas

na mão do arqueiro.

Cinzas de um passado

trancaram-se

com chaves de todas as portas

na casa do amanhã.

A vida não recua,

não retarda no ontem.

Vê-se a morte

do inverno seco

ralar na aspereza

para conservar a pele;

tudo mudado,

razão falida.

A terra cria

o que o céu deixa cair

para complementar

o seu destino,

e que este seja para a alegria.

Aquilo que sufoca

magoa e machuca

com gestos ou atos

que ficam na lembrança.

Saudade

que vai ficar

na saudade.

Hoje

amanhã

depois.

Menino

do sorriso livre

cabelos loucos

descanse em paz,

daqui por diante

está protegido.

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