Sonho de um mundo perdido

Bernardo Santos

 

            A despreocupação está presente pelas ruas, o vento sopra forte pelo azul celeste e uma estrela emite mil raios de luz aos olhos da multidão. Não há guerra, fome, pobreza, riqueza, todos são iguais; um cede ao outro o amor, a compreensão, a união, o calor, a fraternidade, a amizade e a vida. Fazer parte deste ciclo é tão fácil quanto jogar ao longe todos os problemas contidos em cada pessoa.

            O princípio, meio e fim não existe; os direitos são iguais para todos e, cada um tem o livre arbítrio de construir seu lar, seu paraíso totalmente em paz. É um verdadeiro mundo de solidariedade humana.

        Um som estridente ecoou e abalou toda esta felicidade: o despertador, dizendo que é manhã, hora de se levantar. No despertar vê-se a imagem de um mundo diferente, onde há tristeza e tudo é frio, que as pessoas não possuem sentimentos porque só pensam em si mesmas e nunca no próximo, e então percebe-se que é apenas um sonho na imaginação do homem que acorda para o dia natalino, como se esta festa fosse comemorada em glória de um novo amanhecer, resplandecendo a alegria como sendo o fruto do presente, estabelecendo a paz de um novo mundo.

            Seria tolice dizer “PAZ”, quando esta deixou de existir e muito mais ridículo seria dizer “Feliz Natal”, quando este está presente nas mesas abarrotadas dos ricos e ausente na barriga do pobre.

            A Terra deixou de ser um Planeta em que se diz que é o único lugar que se encontra existência de vida, e assim um sonho de rosas se torna perdido no universo, quando este apenas transmite e relata o íntimo de cada um e o que a humanidade não possui.

 
 

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