Uma rosa e seus espinhos

Bernardo Santos

 

Fidalga flor

aveludada e formosa

pura cor

perfume e lume sem fim.

Pequeno broto

muda de hoje

poesia de amanhã.

Espinho duro

caule longo

folhas.

Água, chuva,

terra, jardim.

Era dos enfeites naturais

primavera de amor e paixão

cupido de um coração

que se traduz em nada.
                                

 In: A cor da rosa (Inédito)

 


Última revista

Bernardo Santos

 

Espera-se jogo de confetes no ar

- o homem e o futuro -

ferido entre o espaço, um trovão.

Amarga ilusão que vai e volta.

Os passos tomam forma

num jogo de cores transparentes

de quebrar fé na coisa certa.

Entre o ser e o deixar de ser

palavra proibida

quando se fala ou escreve,

mas pouco a pouco

e pouco ou nada

vazios.

O pensamento inibido,

amor proibido

pecado

força obscura

grito de guerra, de sangue.

Será a mente humana?

Tanto coisa a fazer:

Inútil sambar

inútil gritar.

Luzes acendem e apagam,

definem uma mensagem.

Palco teatral

videoteipe

aflito, o mundo.

Piedade! Piedade!

Salve! Salve!

O dia virá e cairá.

Seja dito:

Esta noite se torna triste

numa outra realidade                   

em busca da minha.   

 
 
 

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