Deusas do sol

Bernardo Santos

 
Um verão convidativo, ousado.

Olhares de cobiça: O retrovisor.

Deliciosos flagrantes

peças colantes

minissaias...

Como resistir ao encanto

de um shortinho?

As emoções afloram

a sensualidade incita

excita e diverte.

Velhinhas se queixam

dizendo que é vulgar;

mas os velhinhos se animam...

Decotes com seios avantajados

fazem a rapaziada estremecer.

Algumas simples

sofisticadas

bonitas, feias

outras deusas...

Mas nada importa

a não ser olhar

o passeio das mulheres pela rua

banhadas sob o sol do desejo.



Desesperada

Bernardo Santos

 

Pelo mar afora

se não tem nada

se mais tarde terá

se em breve será

carregue as mãos

cheias de pedras

para defender-se dos homens.

Se o sol nascer

o tempo não existir,

não haverá bondade

se sua vontade é machucar.

Sua mãe é uma santa,

se não reza por ela

por quem há de rezar?

Se não lhe dão uma chance

console a morte e a espera

quer queira que não

ela é a única certeza da vida!

 


Declaração

Bernardo Santos

 

Que a ti neguei minhas palavras

vãs, vazias, sem definição;

pois elas não dizem tanto

quanto seus olhos veem:

profundo

ao fundo

o coração.

Não haverá em livros

poema puro de composição

que traduza tudo que sinto

por você, por mim, por nós,

por Roma

que é a chave, a imaginação,

o segredo,

a razão simples

de tentar escrever.

 
 
 

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