Boca a boca

Bernardo Santos


Acomodado

calado

perdido em perguntas.

Tranquilo

sem rumo

riso fácil

voz pausada

e sem emoção.

De olhos opacos

em tristeza.

Pela boca condenada

morreu o peixe

de sua fama.

 

Publicado no Livro: Poeira de estrelas e sonhos, 2011



Baixo astral

Bernardo Santos

 

O natal a cada ano

está mais eletrônico

com seus enfeites

nada naturais;

até Papai Noel

já é virtual.

Mapa astral

depois do natal

o ano novo

de novo

mais um ano

é natural.

Outro astral

mais um ano

até chegar

outro natal.

Será natal?

Terá natal?

Outro ano

novo ano

de novo

ano novo

será?

É natural

ou artificial?



Brincadeira tem hora

Bernardo Santos


Não se acerta o passo

abraça-se o espaço

beija-se a solidão.

A poesia então invade

com raça

muita graça

trazendo a filosofia

antes da hora.

 

Publicada no Livro: Poeira de estrelas e sonhos



Biologia do homem

Bernardo Santos


São máquinas

em busca do progresso

que invadem

destroem

transformam

matam.

São baterias

de controle remoto

que produzem

em montes

renovando

inventando

progredindo.



  

 
 

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