Cristais                
CRISTAIS



Hino à Cristais    
     

Letra: José Maia da Silva

 Música: Maria de Lourdes Matoso e João Alexandrino dos Santos

 

 Cristais bela pedra preciosa
incrustada nos Campos das Vertentes
és primeira na terra da Alterosa
e a que tem o mais belo sol poente

Sou brasileiro, na guerra e na paz
sou mineiro nascido em Cristais

Avante, meu Brasil, muito feliz
caminha com você Minas Gerais
ninguém segura meu grande país
ninguém segura esta bela Cristais

Tua juventude é sadia
a cultura é tua bela espada
glorifica teu nome todo o dia
e te faz conhecida e mais amada

O teu povo de tudo é mais capaz
livre e forte, gentil hospitaleiro
e esses filhos felizes são na paz
nascem em Minas e são brasileiros.


 POESIAS EM HOMENAGEM A CRISTAIS

cristaispanor

 

Minha Acrópole

 Guilherme Reis

 

Sobre o cimo de uma serra

no esplendor de seus anais,

muita beleza ela encerra

a cidade de Cristais.

 

Seus luares cor de prata

sempre existe uma seresta.

E na sua verde mata

Nossas aves fazem festa.

 

De presente a natureza

com seu lindo sol poente

nos doou tanta beleza

que encanta muita gente.

 

O esquecido garimpeiro

que com as mãos abriu a serra

ficará sempre o primeiro

construtor de nossa terra.

 

A mão d’ouro de Romão

nosso conto legendário

constitui-se nosso torrão

e um folclore refratário.

 

Tem tão bela tradição:

Barraquinhas, carnaval

tem reinado e procissão

Muitas rezas no natal.

 

O seu povo cristalense

tão gentil e hospitaleiro

nos trabalhos sempre vence

com coragem de guerreiro.

 

Muito orgulho nós sentimos

desta nossa amada terra.

Alegrias expandem

sobre o cimo desta serra.




 Reverberação

Guilherme Reis

Cristais - Cristo
cristão do
cristífero.

Cristais
cristalino do
cristalense.

Cristais
cristal do
cristaleiro.

Cristais
criteriosa da
criança.

Cristais
crisólogo do
criar.

Cristais
crisóbulo do
crioulo
crisálio.

Cristais
criptogênese
crescível.

Cristais
crescimento do
crisântemo - amor.




 Acróstico

Guilherme Reis

Cristais berço tão sagrado,
Resistência do meu amor,
Imortal torrão amado,
Saciável é teu ardor.
Tens no teu seio o carinho,
Agasalho dos meus pais,
Indelével lar e ninho:
Suave terra de Cristais.

 


Olhos de Cristais

Bernardo Santos


Aos cristalenses

 

O horizonte surge em céu iluminado,

ao ver tudo, as estrelas.

Ao longe avista-se a cidade.

A estrada corta os campos

e desintegra-se na colina, ao alto.

Como menino medroso

olhando em volta com cuidado,

sinto um forte pulsar, um calor;

assustado, não me controlo

não entendo o que acontece.

Renasce assim, do obscuro,

do triste, seco e duro

o cenário do topo

o morro, a montanha

a paisagem tamanha

pequena imensidão.

Nas Minas Gerais fecunda-se,

cresce e reproduz

seus frutos miúdos, graúdos.

Em área demarcada

a poeira levanta

vermelha, pura em seu pó,

que da terra busca o vento

sem sentido distante a seguir.

Cinco horas da manhã acorda

para as dez da noite dormir.

De cabeça erguida e com coragem

segue o povo pra diante a vida enfrentar.

Vai ser bom trem! – Que beleza de vida!

Em zona urbana tranqüila se encontra,

enquanto na rural sob sol ou água da chuva,

o talento da arte a plantar

o alimento distinto a colher.

Em voz suave e comovida

o turista faz elogios e compreende

que mineiro não brinca em serviço.

O fim de semana é controlado;

no centro a musica a bailar

ao som do disc-jóquei tocando,

em lanchonetes novos encontros.

Na roça em prosa e verso

a sanfona anima o arrasta-pé.

Com dois goles, queimando a garganta

a pinga “Loirinha” desce saciando

a vontade de beber.

Nos ninhos, pássaros a cantar

seus filhotes a desenvolver,

o gado no laço a render

o leite, o vaqueiro a tirar.

A história conta muito pouco sua origem;

em casas antigas, de portas abertas

e gente boa, uai...

Um é compadre do outro

amigos, sem interesses

pessoas não materialistas

portadoras de um grande espírito.

Cristais bela pedra preciosa

que aos olhos da alma

brilha a reflexão da razão de ser.

No “Aterro”, água cristalina

corpo de menina

banhando-se ao prazer da natureza.

Figura em seu núcleo

o filho de puro sangue

derramado em emoção,

que na vida

criou o poeta

em verde olhar, a liberdade

que reluz de ouro, a verdade

e a vontade de dizer:

Que meus olhos são de Cristais

do amor, a felicidade

num azul de sinceridade

desta digna construção

que me inspirou a cidade;

A POESIA DA RENASCENÇA!

                                                                                                



   

 
 

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